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sábado, 30 de junho de 2012

Áreas inteiras de Mata Atlântica são liberadas para desmatamento em MG

Publicado no G1 Natureza em 21/06/2012 07h12 - Atualizado em 21/06/2012 07h12

Nos últimos dois anos, região desmatou cerca de 3 mil hectares de mata.
Apenas 7% da área nativa desse bioma ainda sobrevive à ação do homem.

Na mata fechada é possível encontrar clareiras e fornos de carvão ainda acesos. No norte de Minas Gerais, o chamado Triângulo do Desmatamento é considerado pela ONG SOS Mata Atlântica como a região que mais destruiu esse tipo de bioma no país.

O triângulo é formado pelos municípios de Jequitinhonha, Ponto dos Volantes e Águas Vermelhas. Nos últimos dois anos, a região desmatou cerca de 3 mil hectares de Mata Atlântica.

Na entrada do município a placa indica que Águas Vermelhas respeita o meio ambiente, mas o município foi responsável por quase 20% de todo o desmatamento em Minas Gerais entre 2010 e 2011.

A ONG usou imagens de satélite e fez sobrevoos. Márcia Hirota é diretora da SOS Mata Atlântica. As imagens servem de documento no relatório preparado pela fundação.

Parte de uma área no município de Águas Vermelhas, no norte de Minas Gerais, que há menos de um ano era ocupada por mata nativa já tem o plantio de eucalipto.

A lei 11.428, de 2006, deixa expresso que o corte de vegetação primária no Bioma Mata Atlântica só pode ser autorizado em caráter excepcional para obras de utilidade pública, pesquisa científica e práticas preservacionistas. No caso de matas em outros estágios de regeneração, caberá ao órgão estadual competente conceder a licença ambiental.

Não é difícil encontrar tratores derrubando e arrumando toras recém-cortadas. Trabalhadores de uma carvoaria que colocavam toras nos fornos confirmaram que retiraram a madeira de uma área de mata nativa. No local fica a fazenda Paty, que pertence ao fazendeiro Paulo Daniel Antunes Sposito, conhecido como Seu Dadá, que mora em Vitória da Conquista, na Bahia.

O fazendeiro Paulo Daniel Antunes Sposito não quis dar entrevista, mas por meio de nota informou que a propriedade foi o primeiro imóvel da região a conseguir autorização para a supressão da cobertura vegetal nativa com destoca para a produção de carvão vegetal nativo e o cultivo de eucalipto. Ele enviou ainda cópia dos documentos emitidos pela Secretária de Estado de Meio Ambiente de Minas Gerais. Um dos documentos, que vence em janeiro de 2014, permite a supressão de 50 hectares de mata nativa e outro para 90 hectares, que vence em agosto deste ano.

Em Minas Gerais, muitos fazendeiros têm licença para o desmate. Desde 2011, é a Supram, Superintendência Regional de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, o órgão que concede as licenças no estado. O escritório regional do Alto Jequitinhonha, responsável pela atuação na região, fica em Diamantina, distante quase 500 quilômetros de Águas Vermelhas. Segundo a superintendente Eliana Piedade Machado, as autorizações são aprovadas por uma comissão formada por vários órgãos ambientais. De 2008 para cá, foram conseguidas 180 licenças de desmate na região, num total de 18 mil hectares.

“É uma região que tem um desenvolvimento socioeconômico muito precário. A gente tem que pensar também na realização de atividades econômicas. Por muitos anos, a economia local se baseou na cadeia produtiva do carvão. Hoje, a gente tem a citricultura chegando fortemente na região. É uma atividade econômica. A região precisa também se desenvolver. O grande desafio é conciliar esse desenvolvimento com a preservação ambiental”, justifica Eliana.

As autorizações concedidas no município de Águas Vermelhas se basearam na avaliação que as áreas são de Mata Atlântica Secundária, em estágio inicial de regeneração. Por isso, é exploração pode ser permitida. Para caracterizar o estado de uma vegetação são analisados fatores como o porte das árvores, a densidade das matas e a existência de espécies vegetais protegidas por lei.
  

terça-feira, 26 de junho de 2012

Mostra que reúne obras de Caravaggio e de seus discípulos está em cartaz na capital

Publicado no jornal Estado de Minas em 22/05/2012 14:55
Agência Estado

Obras importantes do pintor italiano ficam em exibição na casa Fiat de cultura de 22 de maio à 22 de julho [prorrogada!]

Após dois anos de negociações e três cancelamentos sucessivos, a mostra Caravaggio e seus seguidores finalmente é inaugurada no Brasil. A partir desta terça-feira, 22, e até 15 de julho, a exposição, que traz seis obras do pintor italiano Michelangelo Merisi da Caravaggio (1571-1610), entre elas, uma das duas versões de sua famosa Medusa, e o quadro São Jerônimo que escreve, pertencente, desde o século 17 à Galleria Borghese de Roma, é apresentada na Casa Fiat de Cultura de Belo Horizonte. Depois de Minas, as pinturas de Caravaggio e de 14 pintores caravaggescos, que se inspiraram no mestre precursor do barroco, serão exibidas em São Paulo, no Masp, de 26 de julho a 30 de setembro.

Um pintor que teve a genialidade reconhecida em vida, homem de temperamento "maldito", com sua história sempre contada de maneira romanceada. Apesar de mitos, um fato foi determinante em sua trajetória, o homicídio cometido por ele em 1606 em Roma, forçando-o a iniciar um processo de fuga de sua prisão e condenação à morte - Caravaggio deslocou-se para Nápoles, Malta e Sicília até morrer em circunstâncias ainda não claras em Porto Ercole. Mais do que ser o artista que desenvolveu como poucos a técnica do claro-escuro, conferindo uma beleza intensa de estilo e na escolha dos temas de suas telas, e de ser autor que promoveu experimentações pioneiras, Caravaggio "é um pintor que sabe o drama da existência e o vive e o coloca de maneira realista na sua obra, aproximando-a da realidade de sua vida", diz o curador italiano Giorgio Leone.

Logo na entrada da mostra, duas telas são a encarnação desse duo vida e obra. A principal pintura da mostra, São Jerônimo que escreve (1605-1606) - que representa o legado da relação do cardeal Camillo Borghese (que se tornou o papa Paulo V) - e São Francisco em meditação (1606), pertencente à Galleria Nazionale d’Arte Antica di Palazzo Barberini de Roma, têm em comum a figura da caveira, símbolo da morte. Na obra de São Jerônimo, o crânio é uma espécie de espelhamento do rosto do santo, que está "inacabado", como diz Giorgio Leone. "Creio que ele não conseguiu terminar a face porque teve de fugir de Roma", conta o curador. Já o São Francisco, "feito já em fuga", segura a caveira na mão, como se tivesse a consciência de seu fim.
   
São Jerônimo que escreve, importante obra do pintor, é uma das pinturas em exibição em Belo Horizonte.

Tanto São Jerônimo como São Francisco são obras que têm a autoria incontestada e histórica atribuída a Caravaggio, desde o século 17, mas as outras pinturas presentes na exposição representam caráter diferente. "A mostra trata dessa questão de autoria", afirma Leone. Para um quadro ser considerado um Caravaggio, deve constar em documentos históricos, corresponder ao estilo do artista e ter sido executado a partir de técnica típica do artista. "Duas obras da mostra, a Medusa Murtola, pertencente a colecionador privado, e Retrato do Cardeal Benedetto Giustiniani, são reconhecimentos recentes, respectivamente, de 2011 e 2010", conta o curador. "E temos duas outras pinturas cuja autoria de Caravaggio é controversa, um exemplar de São Francisco em Meditação pintado em Malta que, para mim, trata-se de uma cópia, e o quadro São Januário (do Museu Diocesano de Palestrina), que alguns estudiosos dizem não ser do pintor."

A mostra, feita com R$ 5,5 milhões incentivados e com recursos próprios da Fiat, depois de São Paulo deve seguir para o Museo Nacional de Bellas Artes de Buenos Aires, mas essa itinerância ainda não está confirmada.

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Assista a um documentário da rede BBC sobre a vida e obra de Caravaggio:

  
NEC SPE NEC METU

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Pinturas mais antigas do mundo têm 41 mil anos

Publicado na Folha de S. Paulo em 15/06/2012 - 14h10
REINALDO JOSÉ LOPES
EDITOR DE "CIÊNCIA E SAÚDE"
    
Pinturas em cavernas da Espanha têm pelo menos 41 mil anos de idade, fazendo delas os mais antigos exemplares dessa forma de arte no mundo. Mais importante ainda, a antiguidade das imagens pode indicar que os neandertais foram seus autores.

A hipótese, proposta pelo arqueólogo português João Zilhão, da Universidade de Barcelona, junto com colegas do Reino Unido, está em artigo na revista "Science". Se estiver correta - e os pesquisadores ainda estão longe de comprovar a ideia -, cai definitivamente por terra a ideia de que a mente neandertal era "inferior" à humana.

Tudo depende das datas. Por enquanto, as novas datações obtidas nas cavernas espanholas estão no limite do período em que os primeiros seres humanos modernos chegaram à Europa (enquanto os neandertais já ocupavam o continente 100 mil anos antes deles).

Por isso, é concebível que membros da espécie Homo sapiens, como nós, sejam os autores das imagens - discos e marcas de mãos, como as que uma criança faz quando coloca a mão sobre um papel e traça o contorno dos dedos com um lápis de cor.
   
Editoria de arte/folhapress. Clique na imagem para ampliar.

No entanto, conforme Zilhão lembrou em entrevista coletiva por telefone, trata-se de uma idade mínima. O que os pesquisadores dataram foi a capa calcária que recobria parte das imagens. Como o mineral está por cima das pinturas, a única certeza é que se depositou lá depois do trabalho do artista, mas as imagens podem ter sido feitas bem antes.

Zilhão e seu colega Alistair Pike, da Universidade de Bristol, prometem agora obter mais datas, em outros sítios dentro e fora da Espanha.

Se alguma dessas datas for de 43 mil anos, por exemplo, quase certamente os autores das pinturas serão neandertais, diz Zilhão. "Com base no que descobrimos nos últimos anos sobre o comportamento deles, e o fato de que cruzaram com humanos modernos, não há por que duvidar que fossem capazes disso."
    
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Assista a um breve vídeo sobre as datações das pinturas rupestres:
    

 
Clique aqui e leia sobre pinturas rupestres atribuídas a neandertais no sul da Espanha.
   

Museu recebe a visita de estudantes de Arqueologia da UFMG

No dia 16 de maio o MAC recebeu a visita de quatro estudantes do curso de Antropologia / Arqueologia da Faculdade de Filosofia, Ciências Humanas e Letras da Universidade Federal de Minas Gerais (FAFICH / UFMG). A visita foi solicitada pelo Prof. Marcos Campello, que ministra a disciplina de Geologia para os estudantes. Durante todo o dia eles estiveram participando de atividades de análise da estratigrafia geológica de vários pontos situados entre as cidades de Belo Horizonte e de Pains - MG.

O último ponto foi o Parque Dona Ziza, aonde está sediado o MAC. No museu os estudantes e o Prof. Marcos participaram de uma visita guiada à exposição permanente, intitulada "Pré-histórica do Carste do Alto São Francisco: 12.000 anos a serem desvendados", ao laboratório de arqueologia, à reserva técnica e assistiram a uma palestra sobre a a arqueologia regional e as ações do MAC, desde sua inauguração em 2010, ministrada pelo arqueólogo Gilmar Henriques. Os slides podem ser baixados através de um link no final desta matéria.

Clique na imagem para ampliar.

Clique aqui para baixar os slides de Gilmar Henriques sobre a Arqueologia regional e as ações do MAC.

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sábado, 19 de maio de 2012

O MAC vai à UNIFOR, em Formiga - MG

No dia 18 de maio o diretor do MAC, o arqueólogo Gilmar Henriques e o auxiliar de pesquisa Edivaldo Alves estiveram representando o museu na cidade de Formiga - MG, em um evento de divulgação científica junto a alunos e professores do curso de Engenharia Ambiental e Sanitária do Centro Universítário de Formiga (UNIFOR). O evento foi organizado pela Coordenação do curso, na pessoa do Prof. Leyser Rodrigues, e contou ainda com a participação do geólogo Me. Luciano Versiani.

Em uma feliz consonância com a 10ª. Semana de Museus, cujo tema é: "Museus em um Mundo em Transformação - novos desafios, novas inpirações", o evento pretendia apresentar novos desafios e  perspectivas na busca do necessário equilíbrio entre a preservação do patrimônio natural e cultural e o desenvolvimento econômico no Brasil, utilizando-se para tanto de exemplos palpáveis da região de Formiga - MG, aonde vive e trabalha a maior parte dos estudantes do curso.

Luciano Versiani fez uma densa exposição sobre o a geologia e geomorfologia de sistemas cársticos, utilizando-se de um vasto acervo de dados e exemplos, fruto de pesquisas realizadas no território do Carste do Alto São Francisco. Foram apresentados inúmeros problemas que são resultado da ocupação humana que cada vez mais se expande e que, em determinados casos, sobrecarrega os sistemas cársticos de várias regiões do globo.
 
1. Estudantes e professores do curso de Engenharia Ambiental e Sanitária da UNIFOR. 2. Palestra sobre arqueologia regional. 3. Palestra sobre a geologia regional. Clique na imagem para ampliar.
Gilmar Henriques fez uma exposição sobre o contexto histórico em que surge no Brasil a noção de proteção ao patrimônio cultural e como isso se traduziu na forma de leis federais que, num crescendo de detalhes e perspectivas, vieram sendo promulgadas desde a década de 1930, passando pelos anos 60 e 80 e culminando na publicação, em 2002, da Portaria IPHAN nº. 230, que normatizou a pesquisa arqueológica realizada no âmbito do licenciamento ambiental de empreendimentos variados.

A exposição foi toda ilustrada com exemplos de pesquisas realizadas no território do Carste do Alto São Francisco. Henriques aproveitou para divulgar o patrimônio arqueológico da região e as ações do MAC, na cidade de Pains - MG. Esta atividade integrou a participação do museu na 10ª. Semana de Museus, evento de amplitude nacional, fomentado pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM). Na ocasião foram distribuídos entre os presentes exemplares do Guia com a relação dos eventos que vêm sendo realizados nesta semana em museus espalhados por todo o país.
    
Clique aqui para baixar os slides sobre a legislação federal de proteção ao patrimônio arqueológico e as ações do MAC.
     
Clique aqui para baixar os slides de geólogo Luciano Versiani sobre a geologia e geomorfologia regional.
    
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Visita da Escola Dorvina Teixeira Arantes, de Arcos - MG

No dia 17 de maio o MAC recebeu 40 alunos de Ensino Fundamental (4º. e 5º. anos) da Escola Municipal Dorvina Teixeira Arantes, de Arcos - MG, juntamente com as Professoras Maria das Graças Rodrigues e Isalúcia  de Andrade Vaz.

Todo o grupo participou de uma visita guiada à nossa exposição permanente, intitulada "Pré-histórica do Carste do Alto São Francisco: 12.000 anos a serem desvendados". Cada integrante recebeu um guia IBRAM 10ª. Semana de Museus. Os estudantes e professoras puderam conhecer o laboratório de arqueologia, aonde é feito nosso trabalho de pesquisa, e assistiram a uma palestra sobre a arqueologia regional e as ações do MAC, desde sua inauguração em 2010, ministrada pelo arqueólogo Gilmar Henriques.

Estas atividades integraram a participação do MAC na 10ª. Semana de Museus, evento de amplitude nacional, fomentado pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), e cujo tema da edição de 2012 é: "Museus em um Mundo em Transformação - novos desafios, novas inpirações".

Visita dos alunos da Esc. Mun. Dorvina Teixeira Arantes (3). 1 e 2. Área externa do museu. 4 e 5. Visita guiada à exposição permanente. 6. Visita guiada ao laboratório de arqueologia. Clique na imagem para ampliar.

Clique aqui para baixar os slides de Gilmar Henriques sobre a Arqueologia regional e as ações do MAC. 
Você será encaminhado para a página de compartilhamento, é só clicar em download e começar a baixar o arquivo.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Gruta dos Índios foi escavada por preguiças gigantes

Publicado na Gazeta em 30/04/2012 - 09h41
Sugestão de Lucélio Nativo 
Pesquisadores da UFRGS descartam que local tenha sido obra de indígenas
Luana Rodrigues
luana.rodrigues@gaz.com.br
 
A Gruta dos Índios de Santa Cruz do Sul é, na verdade, uma paleotoca. A constatação foi feita por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), integrantes do Projeto Paleotocas, coordenado pelo professor Francisco Buchmann. O geólogo Heinrich Frank e a graduanda de Geologia Camila Althaus estiveram no local na semana passada e, após a análise das feições existentes nas paredes da gruta, de um levantamento fotográfico e de uma avaliação da fauna, chegaram à conclusão de que o local é uma paleotoca, ou seja, um abrigo subterrâneo cavado por preguiças gigantes da chamada megafauna. Os dados obtidos foram comparados aos do banco de dados do projeto disponível em www.ufrgs.br/paleotocas.

Em todo o continente Sul-Americano existiam, até 10 mil anos atrás, animais de grande porte conhecidos como megafauna. Eram mastodontes, camelos, cavalos, ursos, tigres, lhamas, um animal semelhante a um rinoceronte sem chifres (Toxodon), preguiças gigantes e tatus gigantes. As preguiças gigantes tinham pesos a partir de 800 kg, portes de um touro adulto e patas com garras do tamanho de uma picareta.

Na região existem paleotocas em Boqueirão do Leão, Bom Retiro do Sul, Agudo, Tabai e em Fazenda Vilanova. Conforme os pesquisadores da UFRGS, devem existir outros locais semelhantes em Passo do Sobrado e Vale Verde, onde os morros areníticos são muito propícios à existência e preservação de paleotocas.

Para os pesquisadores, o reconhecimento da gruta de Santa Cruz do Sul como paleotoca ajuda a compreender a origem destas cavidades e a concluir sobre o modo de vida das preguiças gigantes. Os dados coletados serão comparados às paleotocas de Santa Catarina e Minas Gerais, onde já foram localizadas várias com as mesmas dimensões. Em breve, a equipe voltará ao local para efetuar uma medição detalhada das câmaras preservadas no fundo da gruta.

Leia mais na Gazeta.
Foto: Divulgação

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Escolas de Arcos visitam o MAC

Entre os dias 25 e 26 de abril o museu recebeu a visita de um grupo com cerca de 200 pessoas, entre estudantes  e professoras de ensino Fundamental e Médio da cidade de Arcos - MG. Eles participaram de uma visita guiada à nossa exposição permanente, intitulada "Pré-histórica do Carste do Alto São Francisco: 12.000 anos a serem desvendados", puderam conhecer o laboratório de arqueologia aonde é feito nosso trabalho de pesquisa, e assistiram a uma palestra sobre a arqueologia regional e as ações do MAC, desde sua inauguração em 2010.

As visitas integram o projeto da Secretaria Muncipal de Educação do município de Arcos e é intitulado: "Lançando-se para o futuro: recuperando e premiando nosso alunos". Participaram das atividades as seguintes escolas municipais: E. M. Yolanda A. de Carvalho, E. M. Profª. Olinda Veloso, E. M. Laura Andrade, E. M. Sebastião T. Borges e E. M. Santo Antônio.
 
Clique na imagem para ampliar.

Clique aqui para baixar os slides de Gilmar Henriques sobre a Arqueologia regional e as ações do MAC.
 

Ibram divulga programação da 10ª Semana de Museus

A 10ª Semana de Museus, que acontece entre 14 e 20 de maio de 2012, tem 3.420 eventos cadastrados e 1.114 museus participantes de todo o Brasil. O guia de programação já está disponível aqui para consultar ou baixar.

Você também pode obter uma exemplar impresso do Guia com toda a programação nacional visitando o museu.

O MAC participará da 10ª Semana de Museu oferencendo visitas guiadas à exposição permanente e com palestras sobre a arqueologia regional do Carste do Alto São Francisco. Nossa programação está na página 203 do Guia.

 
 

terça-feira, 24 de abril de 2012

Visita dos alunos da FUNEDI de Divinópolis - MG.

No feriado de Tiradentes (21/04) o museu recebeu uma turma de trinta estudantes e professores do curso de Ciências Biológicas da Fundação Educacional de Divinópolis (FUNEDI). Pela manhã eles participaram de uma visita guiada à nossa exposição permanente, intitulada "Pré-histórica do Carste do Alto São Francisco: 12.000 anos a serem desvendados", e também puderam conhecer o laboratório de arqueologia aonde é feito nosso trabalho de pesquisa.
 
A visita foi organizada pelo Espeleo Grupo Pains (EPA), tendo sido ministradas três palestras sobre o território Carste do Alto São Francisco. Luciano Versiani fez uma apresentação sobre a geologia regional, Lucélio Nativo falou sobre a espeleologia e as atividades do EPA e Gilmar Henriques fez uma apresentação sobre a arqueologia regional e as ações do MAC, desde sua inauguração em 2010.
 
Na parte da tarde a turma participou de uma excursão a fim de conhecerem in situ algumas feições do carste local, tendo sido feito um trajeto entre o vale do rio São Miguel e o vale do Ribeirão dos Patos.

Os estudantes e professores da FUNEDI participaram de uma visita guiada à exposição permanente e ao laboratório de arqueologia do MAC e assistiram a palestras temáticas sobre o território do Carste do Alto São Francisco. Clique na imagem para ampliar.

Você pode baixar os slides utilizados nas três palestras:
     
Clique aqui para baixar os slides de Lucélio Nativo sobre a Espeleologia regional e as ações do EPA.
Clique aqui para baixar os slides de Gilmar Henriques sobre a Arqueologia regional e as ações do MAC.
Clique aqui para baixar os slides de geólogo Luciano Versiani sobre a geologia e geomorfologia regional.
     

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Seminário de Antropologia e Arqueologia na Amazônia

Clique na imagem para ampliar.

Clique aqui para conferir a programação.
 

Caverna abriga vestígio mais antigo do uso do fogo por ancestrais humanos

Publicado no Hoje em Dia [AFP] - 2/04/2012 - 16:21
 
Estudo publicado nesta segunda-feira sugere que a prática pode ter começado um milhão de anos atrás

WASHINGTON - Cientistas anunciaram, em um estudo publicado nesta segunda-feira (2), a descoberta das evidências mais remotas de fogueiras feitas por ancestrais humanos em uma caverna da África do Sul, sugerindo que a prática pode ter começado um milhão de anos atrás.

Até agora tem havido pouco consenso entre os especialistas sobre quando nossos primos pré-históricos começaram a produzir fagulhas para cozinhar e se manter aquecidos, segundo o estudo publicado no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

Pistas desta atividade foram descobertas em África, Ásia e Europa, mas até agora se acreditava que os sinais mais remotos de uso do fogo fossem de peças de cerâmica queimadas em Israel, datadas de cerca 700.000 a 800.000 anos atrás.

Fragmentos de ossos queimados de animais e ferramentas de pedra que parecem ser ainda mais antigos foram encontrados em camadas de sedimentos na Caverna Wonderwerk, na região norte-central da África do Sul, onde escavações anteriores mostraram um registro significativo de ocupação humana.

Os cientistas descobriram "cinzas bem preservadas de material vegetal e fragmentos de ossos queimados depositados 'in situ' em superfícies discretas e misturadas com sedimento" na caverna, sugerindo fogueiras pequenas e locais próximos à entrada, destacou o estudo.

Alguns fragmentos apontam para evidências de um descoloramento da superfície típico de uma queima controlada e não de um incêndio florestal ou qualquer outro evento natural, acrescentou.
 
Reconstituição feita por Henry Gilbert e Kathy Schick (2011) que apresenta o que seriam as posturas e hábitos cotidianos do homo erectus, bem como as características de seu  habitat natural há cerca de 1 milhão de anos atrás, na região que veio a ser hoje a Etiópia. Wikimedia Commons. Clique na imagem para ampliar.

"A análise atrasa a época de uso do fogo por humanos em 300.000 anos, sugerindo que ancestrais humanos tão remotos quanto o 'Homo erectus' podem ter começado a usar o fogo como parte de seu estilo de vida", explicou o antropólogo Michel Chazan, da Universidade de Toronto, co-diretor do projeto.

O 'Homo erectus' é o mais antigo hominídeo remoto conhecido. Com pernas longas e cérebros grandes que lembram os dos humanos modernos, acredita-se que tenham começado a vagar pela Terra há 1,8 milhão de anos, muito antes dos neandertais.

"O controle do fogo teria sido uma grande reviravolta na evolução humana", afirmou Chazan. "O impacto do cozimento da comida é bem documentado, mas o impacto do controle do fogo teria influenciado todos os elementos da sociedade humana. Socializar em torno de uma fogueira deve ter sido um aspecto essencial do que faz de nós humanos", acrescentou.

A equipe internacional de cientistas incluiu especialistas da Universidade de Boston, da Academia de Ciências e Humanidades de Heidelberg na Alemanha, da Universidade Hebraica de Jerusalém, da Universidade de Witwatersrand em Johannesburgo e da Universidade de Toronto no Canadá.
 
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Assista a mais capítulos do documentário sobre o Ardipithecus ramidus.