Modelo 3D - Cálice funerário Jê

sábado, 19 de maio de 2012

O MAC vai à UNIFOR, em Formiga - MG

No dia 18 de maio o diretor do MAC, o arqueólogo Gilmar Henriques e o auxiliar de pesquisa Edivaldo Alves estiveram representando o museu na cidade de Formiga - MG, em um evento de divulgação científica junto a alunos e professores do curso de Engenharia Ambiental e Sanitária do Centro Universítário de Formiga (UNIFOR). O evento foi organizado pela Coordenação do curso, na pessoa do Prof. Leyser Rodrigues, e contou ainda com a participação do geólogo Me. Luciano Versiani.

Em uma feliz consonância com a 10ª. Semana de Museus, cujo tema é: "Museus em um Mundo em Transformação - novos desafios, novas inpirações", o evento pretendia apresentar novos desafios e  perspectivas na busca do necessário equilíbrio entre a preservação do patrimônio natural e cultural e o desenvolvimento econômico no Brasil, utilizando-se para tanto de exemplos palpáveis da região de Formiga - MG, aonde vive e trabalha a maior parte dos estudantes do curso.

Luciano Versiani fez uma densa exposição sobre o a geologia e geomorfologia de sistemas cársticos, utilizando-se de um vasto acervo de dados e exemplos, fruto de pesquisas realizadas no território do Carste do Alto São Francisco. Foram apresentados inúmeros problemas que são resultado da ocupação humana que cada vez mais se expande e que, em determinados casos, sobrecarrega os sistemas cársticos de várias regiões do globo.
 
1. Estudantes e professores do curso de Engenharia Ambiental e Sanitária da UNIFOR. 2. Palestra sobre arqueologia regional. 3. Palestra sobre a geologia regional. Clique na imagem para ampliar.
Gilmar Henriques fez uma exposição sobre o contexto histórico em que surge no Brasil a noção de proteção ao patrimônio cultural e como isso se traduziu na forma de leis federais que, num crescendo de detalhes e perspectivas, vieram sendo promulgadas desde a década de 1930, passando pelos anos 60 e 80 e culminando na publicação, em 2002, da Portaria IPHAN nº. 230, que normatizou a pesquisa arqueológica realizada no âmbito do licenciamento ambiental de empreendimentos variados.

A exposição foi toda ilustrada com exemplos de pesquisas realizadas no território do Carste do Alto São Francisco. Henriques aproveitou para divulgar o patrimônio arqueológico da região e as ações do MAC, na cidade de Pains - MG. Esta atividade integrou a participação do museu na 10ª. Semana de Museus, evento de amplitude nacional, fomentado pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM). Na ocasião foram distribuídos entre os presentes exemplares do Guia com a relação dos eventos que vêm sendo realizados nesta semana em museus espalhados por todo o país.
    
Clique aqui para baixar os slides sobre a legislação federal de proteção ao patrimônio arqueológico e as ações do MAC.
     
Clique aqui para baixar os slides de geólogo Luciano Versiani sobre a geologia e geomorfologia regional.
    
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Visita da Escola Dorvina Teixeira Arantes, de Arcos - MG

No dia 17 de maio o MAC recebeu 40 alunos de Ensino Fundamental (4º. e 5º. anos) da Escola Municipal Dorvina Teixeira Arantes, de Arcos - MG, juntamente com as Professoras Maria das Graças Rodrigues e Isalúcia  de Andrade Vaz.

Todo o grupo participou de uma visita guiada à nossa exposição permanente, intitulada "Pré-histórica do Carste do Alto São Francisco: 12.000 anos a serem desvendados". Cada integrante recebeu um guia IBRAM 10ª. Semana de Museus. Os estudantes e professoras puderam conhecer o laboratório de arqueologia, aonde é feito nosso trabalho de pesquisa, e assistiram a uma palestra sobre a arqueologia regional e as ações do MAC, desde sua inauguração em 2010, ministrada pelo arqueólogo Gilmar Henriques.

Estas atividades integraram a participação do MAC na 10ª. Semana de Museus, evento de amplitude nacional, fomentado pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), e cujo tema da edição de 2012 é: "Museus em um Mundo em Transformação - novos desafios, novas inpirações".

Visita dos alunos da Esc. Mun. Dorvina Teixeira Arantes (3). 1 e 2. Área externa do museu. 4 e 5. Visita guiada à exposição permanente. 6. Visita guiada ao laboratório de arqueologia. Clique na imagem para ampliar.

Clique aqui para baixar os slides de Gilmar Henriques sobre a Arqueologia regional e as ações do MAC. 
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sexta-feira, 4 de maio de 2012

Gruta dos Índios foi escavada por preguiças gigantes

Publicado na Gazeta em 30/04/2012 - 09h41
Sugestão de Lucélio Nativo 
Pesquisadores da UFRGS descartam que local tenha sido obra de indígenas
Luana Rodrigues
luana.rodrigues@gaz.com.br
 
A Gruta dos Índios de Santa Cruz do Sul é, na verdade, uma paleotoca. A constatação foi feita por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), integrantes do Projeto Paleotocas, coordenado pelo professor Francisco Buchmann. O geólogo Heinrich Frank e a graduanda de Geologia Camila Althaus estiveram no local na semana passada e, após a análise das feições existentes nas paredes da gruta, de um levantamento fotográfico e de uma avaliação da fauna, chegaram à conclusão de que o local é uma paleotoca, ou seja, um abrigo subterrâneo cavado por preguiças gigantes da chamada megafauna. Os dados obtidos foram comparados aos do banco de dados do projeto disponível em www.ufrgs.br/paleotocas.

Em todo o continente Sul-Americano existiam, até 10 mil anos atrás, animais de grande porte conhecidos como megafauna. Eram mastodontes, camelos, cavalos, ursos, tigres, lhamas, um animal semelhante a um rinoceronte sem chifres (Toxodon), preguiças gigantes e tatus gigantes. As preguiças gigantes tinham pesos a partir de 800 kg, portes de um touro adulto e patas com garras do tamanho de uma picareta.

Na região existem paleotocas em Boqueirão do Leão, Bom Retiro do Sul, Agudo, Tabai e em Fazenda Vilanova. Conforme os pesquisadores da UFRGS, devem existir outros locais semelhantes em Passo do Sobrado e Vale Verde, onde os morros areníticos são muito propícios à existência e preservação de paleotocas.

Para os pesquisadores, o reconhecimento da gruta de Santa Cruz do Sul como paleotoca ajuda a compreender a origem destas cavidades e a concluir sobre o modo de vida das preguiças gigantes. Os dados coletados serão comparados às paleotocas de Santa Catarina e Minas Gerais, onde já foram localizadas várias com as mesmas dimensões. Em breve, a equipe voltará ao local para efetuar uma medição detalhada das câmaras preservadas no fundo da gruta.

Leia mais na Gazeta.
Foto: Divulgação

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Escolas de Arcos visitam o MAC

Entre os dias 25 e 26 de abril o museu recebeu a visita de um grupo com cerca de 200 pessoas, entre estudantes  e professoras de ensino Fundamental e Médio da cidade de Arcos - MG. Eles participaram de uma visita guiada à nossa exposição permanente, intitulada "Pré-histórica do Carste do Alto São Francisco: 12.000 anos a serem desvendados", puderam conhecer o laboratório de arqueologia aonde é feito nosso trabalho de pesquisa, e assistiram a uma palestra sobre a arqueologia regional e as ações do MAC, desde sua inauguração em 2010.

As visitas integram o projeto da Secretaria Muncipal de Educação do município de Arcos e é intitulado: "Lançando-se para o futuro: recuperando e premiando nosso alunos". Participaram das atividades as seguintes escolas municipais: E. M. Yolanda A. de Carvalho, E. M. Profª. Olinda Veloso, E. M. Laura Andrade, E. M. Sebastião T. Borges e E. M. Santo Antônio.
 
Clique na imagem para ampliar.

Clique aqui para baixar os slides de Gilmar Henriques sobre a Arqueologia regional e as ações do MAC.
 

Ibram divulga programação da 10ª Semana de Museus

A 10ª Semana de Museus, que acontece entre 14 e 20 de maio de 2012, tem 3.420 eventos cadastrados e 1.114 museus participantes de todo o Brasil. O guia de programação já está disponível aqui para consultar ou baixar.

Você também pode obter uma exemplar impresso do Guia com toda a programação nacional visitando o museu.

O MAC participará da 10ª Semana de Museu oferencendo visitas guiadas à exposição permanente e com palestras sobre a arqueologia regional do Carste do Alto São Francisco. Nossa programação está na página 203 do Guia.

 
 

terça-feira, 24 de abril de 2012

Visita dos alunos da FUNEDI de Divinópolis - MG.

No feriado de Tiradentes (21/04) o museu recebeu uma turma de trinta estudantes e professores do curso de Ciências Biológicas da Fundação Educacional de Divinópolis (FUNEDI). Pela manhã eles participaram de uma visita guiada à nossa exposição permanente, intitulada "Pré-histórica do Carste do Alto São Francisco: 12.000 anos a serem desvendados", e também puderam conhecer o laboratório de arqueologia aonde é feito nosso trabalho de pesquisa.
 
A visita foi organizada pelo Espeleo Grupo Pains (EPA), tendo sido ministradas três palestras sobre o território Carste do Alto São Francisco. Luciano Versiani fez uma apresentação sobre a geologia regional, Lucélio Nativo falou sobre a espeleologia e as atividades do EPA e Gilmar Henriques fez uma apresentação sobre a arqueologia regional e as ações do MAC, desde sua inauguração em 2010.
 
Na parte da tarde a turma participou de uma excursão a fim de conhecerem in situ algumas feições do carste local, tendo sido feito um trajeto entre o vale do rio São Miguel e o vale do Ribeirão dos Patos.

Os estudantes e professores da FUNEDI participaram de uma visita guiada à exposição permanente e ao laboratório de arqueologia do MAC e assistiram a palestras temáticas sobre o território do Carste do Alto São Francisco. Clique na imagem para ampliar.

Você pode baixar os slides utilizados nas três palestras:
     
Clique aqui para baixar os slides de Lucélio Nativo sobre a Espeleologia regional e as ações do EPA.
Clique aqui para baixar os slides de Gilmar Henriques sobre a Arqueologia regional e as ações do MAC.
Clique aqui para baixar os slides de geólogo Luciano Versiani sobre a geologia e geomorfologia regional.
     

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Seminário de Antropologia e Arqueologia na Amazônia

Clique na imagem para ampliar.

Clique aqui para conferir a programação.
 

Caverna abriga vestígio mais antigo do uso do fogo por ancestrais humanos

Publicado no Hoje em Dia [AFP] - 2/04/2012 - 16:21
 
Estudo publicado nesta segunda-feira sugere que a prática pode ter começado um milhão de anos atrás

WASHINGTON - Cientistas anunciaram, em um estudo publicado nesta segunda-feira (2), a descoberta das evidências mais remotas de fogueiras feitas por ancestrais humanos em uma caverna da África do Sul, sugerindo que a prática pode ter começado um milhão de anos atrás.

Até agora tem havido pouco consenso entre os especialistas sobre quando nossos primos pré-históricos começaram a produzir fagulhas para cozinhar e se manter aquecidos, segundo o estudo publicado no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

Pistas desta atividade foram descobertas em África, Ásia e Europa, mas até agora se acreditava que os sinais mais remotos de uso do fogo fossem de peças de cerâmica queimadas em Israel, datadas de cerca 700.000 a 800.000 anos atrás.

Fragmentos de ossos queimados de animais e ferramentas de pedra que parecem ser ainda mais antigos foram encontrados em camadas de sedimentos na Caverna Wonderwerk, na região norte-central da África do Sul, onde escavações anteriores mostraram um registro significativo de ocupação humana.

Os cientistas descobriram "cinzas bem preservadas de material vegetal e fragmentos de ossos queimados depositados 'in situ' em superfícies discretas e misturadas com sedimento" na caverna, sugerindo fogueiras pequenas e locais próximos à entrada, destacou o estudo.

Alguns fragmentos apontam para evidências de um descoloramento da superfície típico de uma queima controlada e não de um incêndio florestal ou qualquer outro evento natural, acrescentou.
 
Reconstituição feita por Henry Gilbert e Kathy Schick (2011) que apresenta o que seriam as posturas e hábitos cotidianos do homo erectus, bem como as características de seu  habitat natural há cerca de 1 milhão de anos atrás, na região que veio a ser hoje a Etiópia. Wikimedia Commons. Clique na imagem para ampliar.

"A análise atrasa a época de uso do fogo por humanos em 300.000 anos, sugerindo que ancestrais humanos tão remotos quanto o 'Homo erectus' podem ter começado a usar o fogo como parte de seu estilo de vida", explicou o antropólogo Michel Chazan, da Universidade de Toronto, co-diretor do projeto.

O 'Homo erectus' é o mais antigo hominídeo remoto conhecido. Com pernas longas e cérebros grandes que lembram os dos humanos modernos, acredita-se que tenham começado a vagar pela Terra há 1,8 milhão de anos, muito antes dos neandertais.

"O controle do fogo teria sido uma grande reviravolta na evolução humana", afirmou Chazan. "O impacto do cozimento da comida é bem documentado, mas o impacto do controle do fogo teria influenciado todos os elementos da sociedade humana. Socializar em torno de uma fogueira deve ter sido um aspecto essencial do que faz de nós humanos", acrescentou.

A equipe internacional de cientistas incluiu especialistas da Universidade de Boston, da Academia de Ciências e Humanidades de Heidelberg na Alemanha, da Universidade Hebraica de Jerusalém, da Universidade de Witwatersrand em Johannesburgo e da Universidade de Toronto no Canadá.
 
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Assista a mais capítulos do documentário sobre o Ardipithecus ramidus.
 
 
 
 

Grupo encontra hominídeo com dedão de pé de macaco na Etiópia

Publicado na Folha.com em 29/03/2012 - 08h10
REINALDO JOSÉ LOPES
EDITOR DE "CIÊNCIA E SAÚDE"

Tem gente que vive com um pé no passado, mas um estranho hominídeo de 3,4 milhões de anos abusava do direito de ser saudosista.

Enquanto outros membros primitivos da linhagem humana já tinham dominado totalmente a arte de andar com duas pernas, a criatura ainda tinha um dedão do pé que funcionava como polegar, como o dos chimpanzés e gorilas de hoje, por exemplo.

Isso não o tornava totalmente incapaz de caminhar como bípede, mas decerto comprometia a elegância e a eficiência de seu passo - ele teria de apoiar a maior parte de seu peso no lado de fora do pé, como fazem os grandes macacos atuais.

A descoberta do hominídeo "passadista", cuja espécie ainda é um mistério, está na revista científica "Nature" desta quinta-feira.

Os responsáveis por ela são o etíope Yohannes Haile-Selassie e o americano Bruce Latimer, ambos da Universidade Case Western Reserve, em Ohio (EUA).

As informações sobre a criatura ainda são parcas porque os pesquisadores, por enquanto, só acharam oito ossos do pé direito do hominídeo. Os dados são suficientes, no entanto, para reconstruir como a criatura andava.

"O andar bípede é o que separa os seres humanos e seus ancestrais diretos dos outros primatas e, na verdade, de todos os outros mamíferos", diz Bruce Latimer. "Encontrar um hominídeo que foge desse padrão é surpreendente."

Clique na imagem para ampliar. Editoria de Arte/Folhapress.
 
O VELHO E O NOVO

Surpreendente, mas não exatamente único. O hominídeo mais antigo cujo esqueleto quase completo chegou até nós, o etíope Ardipithecus ramidus, de 4,4 milhões de anos, também possuía um dedão do pé (ou hálux, como preferem os cientistas) com características semelhantes às vistas em macacos: curto e distanciado dos demais dedos do pé.

A interpretação mais comum desse fato é que, embora passasse algum tempo no chão, na posição ereta, o A. ramidus também seria capaz de agarrar galhos de árvore com os pés, locomovendo-se no alto da floresta.

No entanto, por volta de 3,5 milhões de anos atrás, uma única espécie de hominídeo parecia ter tomado conta da África Oriental. Era o Australopithecus afarensis, a espécie da famosa fêmea "Lucy" - um ancestral do homem já quase totalmente bípede.

O problema é que o novo e misterioso hominídeo é praticamente contemporâneo de "Lucy", mas seu pé é de um "modelo" 1 milhão de anos mais antigo. Mal comparando, é como se humanos atuais convivessem com o Homo erectus na mesma região, já que ambos eram da Etiópia.

Além do dedão com capacidades de polegar, os outros dedos do "novo" hominídeo etíope também eram mais compridos que os de hominídeos mais recentes. No geral, o pé da criatura se parecia mais com o de um gorila.

Os cientistas querem tentar achar mais fósseis antes de determinar a identidade da criatura. Pode ser, por exemplo, que se trate de um espécime tardio da linhagem do Ardipithecus.

De qualquer modo, não seria a primeira vez que múltiplas espécies de ancestrais do homem, cada uma com adaptações diferentes para modos de vida diversos, são identificadas na mesma região e época pelos cientistas.

Outro exemplo, alguns milhões de anos depois, envolve os chamados australopitecos robustos, que desenvolveram enormes mandíbulas para mastigar gramíneas e sementes duras.
 
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Assista a um documentário do Discovery Channel sobre o Ardipithecus ramidus.
 
  
 
 
 
 

sábado, 24 de março de 2012

Terra se formou por colisão de vários tipos de meteoritos, dizem cientistas

Descoberta contraria informação de que apenas uma espécie de rocha havia originado o planeta
Publicado no Estadão.com.br em 23 de março de 2012 | 16h 32
Efe
PARIS - Uma equipe de cientistas franceses descobriu que a formação da Terra, contrariamente ao pensado até agora, não aconteceu pela colisão de um só tipo de meteorito, segundo informou nesta sexta-feira, 23, o Centro Nacional de Pesquisas Científicas (CNRS) da França.
 
Nova descoberta abre novos caminhos para a análise da origem do planeta. NASA/Divulgação.

O grupo de especialistas analisou isótopos de silício terrestre e outros materiais procedentes de diferentes condritas de enstatita, o tipo de meteorito mais frequente dos caídos no planeta. Esta nova descoberta, segundo o CNRS, não resolve de maneira completa a questão sobre a origem da Terra, mas abre uma via interessante de análise.

A suposição inicial de que a Terra surgiu a partir de um só tipo de condritas tinha sido consequência da "surpreendente semelhança" entre a composição isotópica das mostras terrestres analisadas e a dessas condritas. Mas no estudo viu-se que se o núcleo terrestre procedesse da soma de um único tipo de condrita a temperatura de formação do magma no centro do planeta seria de 1,5 mil graus Kelvin, muito inferior aos 3 mil graus que indicam os modelos anteriores.

A pesquisa, cujos resultados foram publicados nesta sexta também na revista científica Science, revela igualmente que os isótopos de silício medidos em rochas terrestres e lunares eram similares. Isto sugere, segundo as conclusões, que o material que compõe o corpo da Lua fez parte do núcleo terrestre antes de ela se formar, o que reforça a teoria que o satélite originou-se devido à colisão de um protoplaneta contra a Terra.
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Assista a um documentário da rede BBC sobre a história do Planeta Terra. 
  
 
 
 
 
 

domingo, 18 de março de 2012

MP pode pedir que profetas de Congonhas deixem de ser Patrimônio da Humanidade

Publicado no jornal Estado de Minas em  12/03/2012 07:18 Atualização: 12/03/2012 07:53
 
A medida pode ser levada à Unesco se não for aprovado o projeto que impede o avanço da mineração na serra vizinha ao monumento
Simulação que apresenta os Profetas do Aleijadinho com o Morro do Engenho ao fundo. Investimento na mineração pode representar riscos ao patrimônio da humanidade. Clique na imagem para ampliar.
 
Caso os vereadores de Congonhas, na Região Central do estado, votem contra o projeto de lei que protege o Morro do Engenho, a cidade corre o risco de perder o título de Patrimônio da Humanidade. O coordenador da promotoria estadual de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Marcos Paulo de Souza Miranda, garante: “Vou pedir à Unesco que Congonhas perca o título de Patrimônio da Humanidade por descumprimento da convenção”.

Patrimônio mundial está nas mãos de 9 vereadores de Congonhas 
O Estado de Minas detalhou na edição desse domingo a disputa na cidade, que tem como centro a Câmara Municipal. Em maio, os vereadores vão votar o Projeto de Lei 027, de 2008, o primeiro de iniciativa popular da história do Legislativo local. O projeto limita a expansão da mineração no Morro do Engenho, parte da já tombada (e extremamente minerada) Serra da Casa de Pedra. O MPMG já preparou um laudo considerando inadmissível a expansão da mineração no morro e recomendou aos nove vereadores de Congonhas que sejam favoráveis ao projeto.

A grande opositora ao projeto é a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), que pretende expandir a mineração no morro. A expansão é parte de um megainvestimento, estimado em R$ 11 bilhões, que também prevê a construção de uma usina siderúrgica, duas usinas de pelotização e um condomínio industrial. Quando concluídas todas as obras, a previsão da empresa é de que sejam gerados 20 mil empregos, entre diretos e indiretos, quase metade da população da cidade, de 48 mil habitantes.

A principal questão é que o Morro do Engenho compõe a paisagem da maior obra de Aleijadinho, os 12 profetas no adro da Basílica de Bom Jesus do Matosinhos, reconhecida desde 1985 como Patrimônio da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). O Santuário foi o quinto a ser reconhecido no Brasil. A primeira foi a cidade de Ouro Preto, em 1980. No total, o Brasil tem 17 patrimônios mundiais reconhecidos.

“A posição do MPMG é, sobretudo, técnica”, ressalta o promotor Marcos Paulo. O laudo foi feito, de acordo com o promotor, para avaliar os valores ambientais e culturais da Serra da Casa de Pedra. “Ficou ressaltada uma relevância extrema”, afirma. Foram observados 29 pontos de captação de água, que são responsáveis por metade do abastecimento de água de Congonhas. Além disso, há vestígios históricos e presença dos biomas da mata atlântica e do cerrado.

Porém, o principal entrave para a expansão, segundo o promotor, é que a Serra da Casa de Pedra, sobretudo o Morro do Engenho, faz a moldura do conjunto projetado por Aleijadinho, considerado patrimônio nacional desde 1938 e mundial há 27 anos. “O país que tem um bem reconhecido precisa adotar uma série de medidas de proteção. Caso seja autorizada a expansão da mineração, o Brasil vai descumprir a convenção”, alerta o promotor.

Financiamento
Marcos Paulo lamenta que uma matéria que, na opinião dele, deveria ser técnica está ganhando um viés político. A reportagem do Estado de Minas ouviu sete dos nove vereadores de Congonhas. Apenas um se manifestou abertamente em defesa dos interesses da CSN e contrário ao parecer do MPMG: o presidente da casa, vereador Eduardo Matosinhos (PR). Matosinhos, assim como os outros oito vereadores da última legislatura, receberam dinheiro, como financiamento de campanha, da Galvasud S/A, empresa pertencente à CSN e hoje chamada de CSN/Porto Real.

Dos nove vereadores da legislatura passada, apenas três se reelegeram. Os outros dois, Adivar Barbosa (PSDB) e Anivaldo Coelho (PPS), garantem que vão votar com o projeto de iniciativa popular. Além deles, outro que garante o voto pela preservação do morro é o vereador Eládio (PV). Entretanto, outros três – Adeir Silva (PT), Neném da Carismática (PDT) e Edson Silva (PTdoB) – estão em cima do muro, aguardando o resultado de uma consultoria que será contratada pela Câmara, pois não consideram a recomendação do MPMG. Os outros dois vereadores – Feliciano Monteiro (PR) e Edilon Leite (PSDB) – não receberam a reportagem em seus gabinetes e também não retornaram as diversas tentativas de entrevista por telefone.

Perigos
De acordo com as regras da Unesco, a conservação do patrimônio mundial é um processo contínuo. “Se um país não cumpre as obrigações derivadas da convenção, da qual é Estado-parte, ele corre o risco de que organizações não governamentais, associações civis e outros grupos alertem o Comitê do Patrimônio Mundial sobre os possíveis perigos para os sítios. Nesse caso, se o alerta é justificado e o problema é bastante grave, o sítio também é incluído na lista do Patrimônio Mundial em Perigo”, informa a entidade.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de perder o título da Unesco, o prefeito de Congonhas, Anderson Cabido (PT), que também é presidente da Associação dos Municípios Mineradores do Brasil, primeiramente considerou que esse assunto é muito sério para ser debatido na imprensa, mas depois afirmou: “Não tem chance nenhuma de isso ocorrer. Não altera a paisagem nesse ponto que está sendo falado”.

Cabido entende que o promotor Marcos Paulo está fazendo uma ameaça à cidade de Congonhas. “A serra vai chegar a uma alteração que possa comprometer a paisagem somente daqui a 30 anos”, vislumbra o prefeito. Na análise dele, se a riqueza ficar “lá embaixo (da terra) não vai se transformar em melhorias”. Questionado, mais uma vez, se o projeto da CSN pode alterar a forma do morro, o prefeito capitula: “Uma questão não tem jeito. A silhueta”. Porém, segundo ele, os outros possíveis prejuízos, como os 29 pontos de captação de água, serão preservados.
 

sexta-feira, 16 de março de 2012

Fósseis de espécie humana desconhecida são encontrados na China

Publicado no jornal Estado de Minas em 14/03/2012 17:01 Atualização: 15/03/2012 08:36  
AFP - Agence France-Presse

WASHINGTON - Fósseis de pelo menos três indivíduos descobertos em uma caverna na China, e que datam da Idade da Pedra, pertenceriam a uma espécie humana até agora desconhecida, revelou um estudo publicado nesta quarta-feira nos Estados Unidos.

Os fósseis mostram que estes indivíduos tinham características anatômicas muito diferentes, uma mistura de traços humanos arcaicos e modernos, destacaram estes paleoantropólogos na revista científica americana PLoS One (Public Library of Science One).
 
Ilustração mostra provável aparência do povo descoberto: mistura de traços anatômicos do homem moderno e de espécies mais arcaicas. Clique na imagem para ampliar.

É a primeira vez que os restos de uma nova espécie que viveu em um período tão próximo ao atual são encontrados no leste da Ásia, disseram os especialistas, acrescentando que estes indivíduos viveram, em média, entre 11.500 e 14.500 anos.

Estes fósseis são um raro aporte a uma etapa da evolução humana recente e ao começo do povoamento da Ásia.

Este grupo é contemporâneo aos humanos modernos do começo da agricultura na China, uma das mais antigas do mundo, disseram os pesquisadores, liderados pelos professores Darren Curnoe, da Universidade de Nova Gales do Sul (UNSW), em Sidney, Austrália, e Ji Xueping, do Instituto de Arqueologia de Yunnan (sul da China).

Os paleoantropólogos foram cautelosos, contudo, em relação à classificação destes fósseis, devido ao incomum mosaico de características anatômicas que revelam.

"Estes novos fósseis poderiam ser de uma espécie até agora desconhecida, uma que sobreviveu até o final da Era do Gelo há cerca de 11 mil anos", disse Curnoe.

"Também poderiam descender das tribos de humanos modernos desconhecidos até agora, que emigraram da África muito antes e que não contribuíram geneticamente a populações modernas", acrescentou.

Os fósseis, que incluem crânios e dentes de, pelo menos, três pessoas, foram encontrados em 1989 em Maludong, ou Cova do Cervo Vermelho, na província de Yunnan, mas não foram estudados até 2008.

Um quarto esqueleto parcial tinha sido encontrado em 1979 em uma caverna no povoado de Longlin, na vizinha Região Autônoma Zhuang de Guangxi, mas permaneceu incrustado na rocha até ser finalmente extraído em 2009.

"Este descobrimento abre um novo capítulo na história da evolução humana - o capítulo da Ásia - e é uma história que apenas começa a ser contada", disse Curnoe.
 
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 Veja um vídeo sobre o achado: